Venezuela liberta presos políticos após pressão dos EUA

Venezuela liberta presos políticos após pressão dos EUA

Sob pressão de Trump após ataques militares, governo venezuelano inicia libertação de detidos políticos, incluindo ativistas e políticos da oposição

A Venezuela iniciou a libertação de um “número significativo” de presos políticos após a operação militar americana de 3 de janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro. Em resposta a esta ação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento de uma segunda onda de ataques planejada contra o país.

O processo de libertação começou com um grupo importante de detidos, conforme anunciado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Entre os primeiros libertados estão:

* Cinco cidadãos espanhóis foram soltos, incluindo a ativista de direitos humanos Rocío San Miguel, que possui dupla nacionalidade. O governo espanhol, através do ministro José Manuel Albares, informou que ainda aguarda a libertação de mais um cidadão espanhol.

* O ex-candidato presidencial Enrique Márquez e o ex-deputado Biagio Pilieri, aliado da líder opositora María Corina Machado, também foram libertados. Márquez, que estava detido há um ano, declarou ao ser recebido por familiares: “Já terminou tudo”.

Trump manifestou satisfação com as libertações através de sua plataforma Truth Social, descrevendo a ação como “um gesto muito importante e inteligente” por parte da Venezuela, que estaria “buscando a paz”.

O papa Leão XIV expressou preocupação com as tensões no Caribe e no Pacífico, fazendo um apelo pelo respeito à “vontade do povo venezuelano” e pela preservação dos direitos humanos e civis.

Em meio a estes desenvolvimentos, Trump anunciou uma reunião com empresas petroleiras, prometendo investimentos de pelo menos 100 bilhões de dólares na Venezuela, cujo setor petroleiro está sob sanções americanas desde 2019.

A presidente interina Delcy Rodríguez negou que seu governo esteja subordinado aos Estados Unidos, reafirmando sua lealdade a Maduro durante uma homenagem às 100 vítimas da operação americana, incluindo 32 cubanos.

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram transferidos para Nova York, onde enfrentam acusações de tráfico de drogas e terrorismo. Segundo o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, os ataques americanos resultaram em aproximadamente cem mortes.

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