A União Europeia está considerando impor tarifas de € 93 bilhões aos Estados Unidos em resposta às ameaças do presidente Donald Trump relacionadas à anexação da Groenlândia, território pertencente à Dinamarca. A possível retaliação também inclui restrições ao acesso de empresas americanas ao mercado do bloco europeu.
Os líderes da UE se reúnem em Bruxelas, sob presidência do Chipre, para discutir uma resposta conjunta ao agravamento das tensões diplomáticas e militares no Ártico. O encontro emergencial busca alinhar estratégias após Trump anunciar possíveis tarifas contra diversos países europeus.
* Trump intensificou sua ofensiva pela anexação da Groenlândia, declarando que os EUA “precisam da ilha” e questionando a capacidade da Dinamarca em protegê-la
* Em resposta, países europeus anunciaram o reforço da segurança na região, incluindo o envio de contingentes militares à ilha
* Manifestações populares eclodiram na Groenlândia e em Copenhague contra as intenções americanas
* Oito países europeus emitiram comunicado conjunto reafirmando compromisso com a defesa da Groenlândia
* O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, declarou: “Não nos deixaremos chantagear”
* Emmanuel Macron, presidente francês, classificou as ameaças de tarifas como “inaceitáveis”
* O ministro Lars Løkke Rasmussen alertou que a ordem mundial e o futuro da Otan estão em risco
A situação provocou preocupação sobre o futuro da aliança militar ocidental, considerada crucial para a segurança europeia. As medidas de retaliação estão sendo elaboradas para fortalecer o poder de barganha dos líderes europeus durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
* Dinamarca e Groenlândia anunciaram aumento da presença militar na região
* Exercícios militares da Otan são frequentes na área, com operações previstas para 2026
* Rússia protestou contra a presença da Otan no Ártico, acusando a Europa de “planos beligerantes”
A crise diplomática evidencia a importância estratégica da Groenlândia, tanto por sua localização quanto por suas reservas minerais. A União Europeia mantém-se firme em sua posição de defender a soberania dinamarquesa sobre o território, enquanto busca evitar uma ruptura profunda nas relações transatlânticas.