O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica no domingo (11) sobre a possível tomada de controle da Groenlândia pelos EUA, alertando que seu país assumirá o território “de um jeito ou de outro” para evitar que Rússia e China tomem posse da ilha.
Trump argumenta que o controle do território autônomo dinamarquês, conhecido por suas ricas reservas minerais, é fundamental para a segurança nacional americana, especialmente considerando o aumento das atividades militares russas e chinesas na região do Ártico.
* A bordo do Air Force One, Trump declarou a repórteres: “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e eu não vou deixar isso acontecer”, mesmo que nenhuma das nações mencionadas tenha reivindicado o território.
* O presidente americano demonstrou disposição para negociar com o território autônomo dinamarquês, mas manteve sua postura assertiva ao afirmar que “de um jeito ou de outro, teremos a Groenlândia”.
* Em tom provocativo, Trump zombou das defesas da ilha, declarando: “Sabe qual é a defesa deles? Dois trenós puxados por cães”, contrastando com o poderio militar russo e chinês que, segundo ele, possui “destróieres e submarinos por toda parte”.
A Dinamarca e outros aliados europeus expressaram indignação com as ameaças de Trump. A ilha, que mantém uma posição estratégica entre a América do Norte e o Ártico, abriga uma base militar americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
A Groenlândia, que foi colônia dinamarquesa até 1953 e conquistou autonomia em 1979, atualmente considera a possibilidade de reduzir seus vínculos com a Dinamarca. No entanto, a maioria da população e dos partidos políticos locais rejeitam a ideia de controle americano, defendendo que os habitantes da ilha devem determinar seu próprio destino.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu que qualquer tentativa dos Estados Unidos de tomar a Groenlândia à força comprometeria oito décadas de alianças de segurança transatlânticas. Em resposta, Trump minimizou a questão, declarando: “Se [o gesto] afetar a Otan, então afeta a Otan. Mas já sabem, [a Groenlândia] precisa muito mais de nós do que nós precisamos deles”.