Donald Trump confirmou nesta segunda-feira (19) a criação do “Conselho de Paz”, uma nova organização internacional que tem como objetivo declarado “promover a estabilidade” no mundo. O presidente americano, que presidirá o Conselho, surpreendeu ao convidar tanto Vladimir Putin quanto Volodymyr Zelensky para integrarem a organização.
O ambicioso projeto estabelece uma estrutura internacional alternativa, com Trump mantendo amplos poderes decisórios, incluindo a exclusividade para convidar novos membros e o poder de veto nas votações.
* Os países membros terão mandato de três anos, com possibilidade de extensão mediante pagamento superior a US$ 1 bilhão no primeiro ano
* Trump será o primeiro presidente do Conselho, com poderes para convidar países e vetar decisões
* A organização só poderá remover membros com aprovação de dois terços dos participantes
* O documento fundador critica abertamente a ONU, sugerindo que as atuais “abordagens para a paz institucionalizam as crises”
* Zelensky respondeu ao convite expressando ceticismo, afirmando ser “difícil imaginar estar sentado junto à Rússia em qualquer tipo de conselho”
* A França, através do ministro Jean-Noël Barrot, rejeitou o convite por ser “incompatível com os compromissos internacionais” do país
* Trump reagiu à recusa francesa ameaçando impor tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes do país
* O Canadá demonstrou interesse inicial, mas fontes oficiais indicaram que o país “não pagará por um assento no Conselho”
Entre os convidados para integrar o Conselho estão também o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e o primeiro-ministro canadense Mark Carney. A iniciativa gerou reações diversas na comunidade internacional, com aliados tradicionais dos Estados Unidos demonstrando cautela em relação à proposta.