O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Irã ao anunciar o envio de uma “grande armada” naval em direção ao país do Oriente Médio, em meio a crescentes tensões na região. A frota, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, é descrita como “maior do que a enviada à Venezuela”.
Em publicação na Truth Social, Trump declarou que a armada naval americana segue “com grande poder, entusiasmo e propósito”, destacando que as forças estão “prontas, dispostas e capazes de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”.
* Trump exigiu que Teerã negocie rapidamente um acordo “justo e equitativo” que proíba explicitamente o desenvolvimento de armas nucleares, advertindo que o “tempo está se esgotando”
* O presidente americano fez referência à Operação Midnight Hammer, realizada em junho do ano anterior, descrevendo-a como de “grande destruição”, e alertou que um novo ataque seria “muito pior”
* Em tom de ultimato, Trump declarou: “Façam um acordo. Eles não fizeram, e houve a operação. O próximo ataque será muito mais grave. Não deixem isso acontecer novamente”
A escalada militar ocorre em um momento de instabilidade interna no Irã, que enfrenta uma onda de protestos com mais de 6 mil mortos, segundo organizações de direitos humanos – número contestado pelo regime iraniano.
Apesar da demonstração de força militar, existem indicações de contatos informais entre autoridades iranianas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã negue a existência de negociações formais em andamento.
Em entrevista recente, Trump expressou esperança de não precisar utilizar a “grande armada” contra o Irã, mantendo a pressão militar enquanto sinaliza disposição para o diálogo diplomático.