Em um desenvolvimento significativo na política internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país irá “administrar” a Venezuela até que ocorra uma “transição adequada” de poder. A declaração foi feita após uma operação militar coordenada que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago neste sábado (3), Trump detalhou os eventos que marcaram a intervenção militar americana em território venezuelano:
* Uma série de bombardeios intensos atingiu Caracas e várias regiões da Venezuela por aproximadamente uma hora, começando às 2h locais (3h em Brasília). Os alvos incluíram o Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país, e uma base aérea.
* Trump acompanhou a operação de captura de Maduro “literalmente como se estivesse assistindo a um programa de televisão”, segundo relatou à emissora Fox. A operação foi descrita como “muito bem organizada” e não resultou em baixas americanas.
* Os Estados Unidos também realizaram ataques nos estados vizinhos de La Guaira, onde está localizado o aeroporto de Caracas, Miranda e Aragua, situados a uma hora de carro da capital.
Em suas declarações, Trump foi enfático ao afirmar: “Nós estamos preparados para lançar uma segunda onda de ataques se for necessário”, classificando o regime de Maduro como uma “ditadura ilegal”. O presidente americano também declarou: “Queremos paz, verdade e justiça para o povo da Venezuela”.
Trump informou que existem “evidências imensas dos crimes (de Maduro)” que serão apresentadas nos tribunais norte-americanos. Maduro, que foi formalmente acusado de narcotráfico pela Justiça americana em 2020, tinha uma recompensa de 50 milhões de dólares oferecida pelo Departamento de Estado.
A situação em Caracas permanece tensa, com a cidade amanhecendo deserta e posteriormente apresentando filas em frente a supermercados. Agentes policiais fortemente armados patrulham as ruas e vigiam sedes estatais. Aproximadamente 500 apoiadores de Maduro se reuniram em frente ao Palácio de Miraflores, alguns portando retratos do líder e bandeiras venezuelanas.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, primeira na linha de sucessão, exigiu de Washington uma “prova de vida imediata” de Maduro e sua esposa, enquanto o governo venezuelano denunciou que os bombardeios afetaram populações civis, sem apresentar evidências concretas.