O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma redução significativa no prazo para a realização de novos depoimentos pela Polícia Federal (PF) no caso das fraudes bancárias do Master. A decisão altera o período de investigação de cinco para apenas dois dias consecutivos.
A investigação concentra-se na venda de uma carteira de crédito falsa do Master ao Banco de Brasília (BRB), em uma operação estimada em R$ 12 bilhões. O caso ganhou nova dimensão com a recente operação Compliance Zero.
* O ministro Toffoli atendeu a um pedido da própria PF, considerando limitações de pessoal e disponibilidade de salas no Supremo.
* Entre os depoentes já ouvidos estão Daniel Vorcaro, dono do Master, Paulo Henrique da Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central.
* Novos depoimentos programados incluem Augusto Lima (ex-sócio do Master), Luiz Antônio Bull (ex-diretor), Dario Oswaldo (ex-diretor financeiro do BRB) e Robério Mangueira (superintendente de operações do BRB).
A operação Compliance Zero entrou em sua segunda fase, focando no uso de fundos de investimentos no esquema do Master. As investigações apontam que o banco utilizava estas instituições para inflar sua capitalização através do desvio de recursos aplicados.
A nova fase teve como alvos, além de Vorcaro, João Carlos Mansur, sócio-fundador da Reag Investimentos (posteriormente liquidada), e o investidor Nelson Tanure.
Em sua decisão autorizando a operação, Toffoli criticou a PF pelo atraso na execução, originalmente prevista para 13 de janeiro. O ministro também determinou inicialmente que as provas fossem mantidas no STF, mas posteriormente autorizou sua análise pela Procuradoria-Geral da República e PF, após alertas sobre riscos de perda de dados em dispositivos eletrônicos.
Durante seu depoimento, Vorcaro negou a venda dos títulos e contestou a decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial de seu conglomerado em novembro de 2025.