Thiaguinho apresenta uma nova proposta musical com o lançamento do álbum “Bem Black”, gravado ao vivo em 6 de novembro no Club Homs, em São Paulo. O projeto representa uma evolução natural do trabalho “Hey, mundo!” (2015), mas agora com uma fusão mais pronunciada entre pagode e elementos da música black.
O álbum reúne 21 faixas no total, sendo 14 músicas inéditas e 7 regravações, apresentando uma produção musical assinada pelo próprio Thiaguinho em parceria com Wilson Prateado. O primeiro volume, com 11 faixas, já está disponível, enquanto a segunda parte está prevista para meados de 2026.
Destaques do álbum:
* A participação especial de Sandra de Sá na regravação de “Olhos Coloridos” (Macau, 1982), trazendo uma nova roupagem para este importante hino de resistência do povo negro
* Faixas como “Conversa Nova”, “Me Balançou” e “A Rua Não Tá Fácil” apresentam uma sonoridade que remete aos bailes black dos anos 1970, mantendo a essência do pagode
* Um medley especial homenageia os pioneiros do soul brasileiro com as regravações de “Primavera” (Cassiano e Silvio Roachel) e “Coleção” (Cassiano), adaptadas para a base do samba
* A participação do grupo Sampa Crew na faixa “Vai Me Ver Feliz” reforça a conexão com o R&B dos anos 1990
A faixa-título “Bem Black”, composta por Thiaguinho e Wilson Prateado, funciona como uma espécie de manifesto, celebrando a união e a paz do povo negro, além de demonstrar o tom festivo que permeia todo o projeto.
O álbum se destaca pela forma como Thiaguinho consegue oxigenar o pagode tradicional com elementos da black music, embora as regravações dos clássicos acabem evidenciando certa limitação do repertório inédito em comparação com as composições originais.