Corpo foi encontrado a 15 quilômetros da cidade

Foto: Reprodução
O caso do desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43 anos, teve uma reviravolta com a confissão do síndico Cléber Rosa de Oliveira, que admitiu ter cometido o homicídio no subsolo do condomínio onde ambos moravam em Caldas Novas, Goiás. O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025, quando a vítima desceu para verificar um problema na energia elétrica do prédio.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi meticulosamente planejado para evitar registros nas câmeras de segurança. O local escolhido para o homicídio foi estratégico, próximo aos disjuntores de energia, em uma área sem monitoramento por câmeras.
* Às 18h57, Daiane gravou um vídeo mostrando o quadro de luz do andar e testando o interruptor, comprovando a falta de energia em seu apartamento. No vídeo, ela afirmou: “Todas as minhas contas estão pagas, então não tem motivo da minha energia ter sido rompida”.
* A corretora encontrou um homem no elevador e informou que desceria ao subsolo para tentar restabelecer a energia, suspeitando que alguém poderia estar “brincando de desligar” o disjuntor.
* Às 18h58, ambos saíram do elevador. Dois minutos depois, Daiane retornou sozinha à cabine e desceu novamente ao subsolo, sendo esta sua última aparição registrada.
* As câmeras de segurança registraram o veículo de Cléber deixando o condomínio com a capota fechada e retornando aproximadamente 40 minutos depois com a capota aberta.
* O corpo da vítima foi encontrado em estado de ossada a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.
* Além do síndico, seu filho Maykon Douglas de Oliveira também foi preso por participação no crime, sendo acusado de ocultação de provas.
Natural de Uberlândia (MG), Daiane Alves Souza residia em Caldas Novas há aproximadamente dois anos e administrava apartamentos da família na região. Sua mãe, Nilse, explicou que era comum enfrentarem problemas com energia no condomínio: “Era normal aqui a gente passar por esse tipo de problema então, a gente já se prevenia gravando o que estivesse acontecendo”.
Um porteiro do condomínio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos em condução coercitiva, tendo seu nome preservado. A defesa do síndico não foi localizada pela reportagem. O caso segue em investigação para esclarecer todos os detalhes do crime.