Um casal está enfrentando uma série de ameaças após ter sido erroneamente associado ao caso da morte do cão Orelha, em Santa Catarina. A confusão teve início quando dados pessoais de suspeitos começaram a circular nas redes sociais, levando à associação indevida do casal ao crime devido a um vínculo societário com uma das mães dos adolescentes investigados.
A situação se agravou quando perfis nas redes sociais começaram a apontar, equivocadamente, que o casal seria pai e mãe de um dos adolescentes envolvidos no caso. No entanto, investigações da CNN Brasil confirmaram que o filho do casal não está entre os menores investigados no caso.
Diante da gravidade da situação, o casal precisou tomar medidas legais:
* Na terça-feira (27), registraram um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra mais de cem perfis em redes sociais
* Entre os denunciados estão professores, empresários, servidores públicos e influenciadores
* A Polícia Civil ressaltou que divulgar dados que identifiquem menores envolvidos em atos infracionais constitui crime, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Em paralelo às ameaças ao casal, a investigação do caso Orelha continua avançando:
* Três familiares dos adolescentes suspeitos – os pais e um tio – foram indiciados por coação de testemunha
* O indiciamento ocorreu após interrogatório dos envolvidos
* Caso a autoria das agressões seja confirmada, o relatório final será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei
De acordo com o ECA, por se tratar de menores de idade, os suspeitos respondem por legislação específica sobre atos infracionais. A medida socioeducativa de internação pode chegar a três anos no máximo, sendo obrigatória a liberação do adolescente ao completar 21 anos de idade.