O ano de 2026 inicia com importantes mudanças para os trabalhadores brasileiros. O salário mínimo teve um reajuste de 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621, em vigor desde ontem. Simultaneamente, entrou em vigência a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que beneficiará milhões de contribuintes.
O novo valor do salário mínimo foi calculado considerando a inflação e o crescimento do PIB. O reajuste baseou-se no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%, mais o crescimento real do PIB de 2024, de 3,4%. No entanto, devido ao limite máximo de 2,5% estabelecido pela Lei Complementar nº 200/2023, o aumento real ficou restrito, resultando em uma variação nominal de R$ 103.
Principais impactos e mudanças:
* O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) projeta que o novo salário mínimo injetará R$ 81,8 bilhões na economia em 2026, beneficiando aproximadamente 62 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores e beneficiários da Previdência Social.
* A nova tabela do IR estabelece isenção para rendimentos até R$ 5 mil mensais, um aumento significativo em relação ao limite anterior de R$ 3.036. Esta medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2025.
* Para rendimentos até R$ 7.350 mensais, foram estabelecidos descontos escalonados para evitar o “degrau tributário”, com cálculos individualizados considerando deduções e outras fontes de renda.
O governo estima que os beneficiários da nova faixa de isenção do IR economizarão em média R$ 4 mil por ano, equivalente a um “14º salário”. O impacto na atividade econômica é estimado entre 0,2% e 0,3% do PIB.
Para compensar a perda de arrecadação de aproximadamente R$ 28 bilhões, o governo aumentou a tributação sobre 141 mil contribuintes com rendimentos mensais a partir de R$ 50 mil e parte dos que recebem dividendos.
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) terão um aumento na contribuição mensal, que passará de R$ 75,90 para R$ 81, devido ao reajuste do salário mínimo. Importante ressaltar que as novas regras não afetarão a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física de 2026, referente ao ano-base 2025.