O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de relações internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após audiência de custódia realizada por videoconferência nesta sexta-feira (2).
A decisão foi tomada após Filipe Martins descumprir medidas cautelares impostas anteriormente, especificamente a proibição do uso de redes sociais, ao acessar a plataforma LinkedIn. O ex-assessor, que já estava em prisão domiciliar para evitar risco de fuga, agora cumprirá regime fechado.
A audiência de custódia foi conduzida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, que havia determinado a prisão preventiva. Jeffrey Chiquini, advogado de defesa, contestou a decisão, alegando que se trata de “mais uma prisão sem motivo” e que seu cliente é alvo de “perseguição”. A defesa informou que recorrerá da decisão.
Vale ressaltar que Filipe Martins já havia sido condenado a 21 anos de prisão por sua participação em uma trama golpista. No entanto, como a ação penal ainda não transitou em julgado, a contagem da pena ainda não foi iniciada.