A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou um balanço preocupante sobre acidentes nas rodovias federais durante o período do réveillon. O relatório indica um aumento significativo de 38% no número de mortes em comparação com o ano anterior, principalmente devido a colisões frontais causadas por imprudência ao volante.
Entre 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro, foram registradas 109 mortes em acidentes de trânsito nas rodovias federais, em contraste com 79 óbitos no período anterior. O número de feridos e acidentes permaneceu relativamente estável, com 1.315 feridos e 1.152 acidentes na contagem mais recente, comparado a 1.339 feridos e 1.063 acidentes na operação anterior.
As principais infrações registradas pela PRF durante o período revelam um padrão preocupante de comportamento:
* Foram aplicadas 23.079 multas por excesso de velocidade, com maior concentração em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul
* 3.470 autuações por não uso de cinto de segurança e equipamentos de proteção infantil
* 3.438 casos de ultrapassagem proibida foram flagrados pelos agentes rodoviários
No Distrito Federal, o cenário não é diferente. O Detran/DF aplicou 1.824.106 multas por excesso de velocidade durante o ano passado, uma média aproximada de 5 mil autuações diárias.
Especialistas alertam que estes números podem estar subestimados, já que dependem de aparato técnico para registro. Paulo César Marques, professor de engenharia de tráfego da UnB, destaca: “Em geral, não devem ser ações destinadas a instruir usuários, como o senso comum costuma compreendê-las, mas iniciativas que visem a sensibilizar a população, inclusive criando um ambiente que leve ao constrangimento social de quem insiste em infringir as regras de conduta”.
O governo federal tem implementado mudanças visando melhorar a segurança no trânsito, incluindo facilidades para regularização de não habilitados e gratuidade na renovação da CNH para bons condutores. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de dezembro indica uma melhoria na malha rodoviária, com 37,9% da extensão em condições ótimas ou boas, um aumento em relação aos 33% de 2024, enquanto os trechos ruins ou péssimos diminuíram de 26,6% para 19,1%.