PF investiga pagamento a influenciadores para ataques coordenados ao BC no caso Master

PF investiga pagamento a influenciadores para ataques coordenados ao BC no caso Master

Polícia Federal analisa ataques coordenados ao Banco Central após liquidação da instituição financeira para avaliar abertura de inquérito

A Polícia Federal iniciou uma análise dos ataques coordenados ao Banco Central após a liquidação do Banco Master, visando avaliar a possível abertura de um inquérito policial. A investigação preliminar busca consolidar informações sobre uma série de ataques ocorridos nas redes sociais, que questionaram a credibilidade de órgãos reguladores.

Atualmente, já existe um inquérito em andamento pela PF para investigar possíveis crimes financeiros relacionados à tentativa de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). A nova investigação, caso seja instaurada, seguirá em paralelo ao processo principal.

Os ataques coordenados ocorreram nas seguintes circunstâncias:

* Durante um período de 36 horas, próximo à virada do ano, diversas contas nas redes sociais, conhecidas por promover celebridades, iniciaram uma campanha questionando as ações do Banco Central e da Febraban em relação à liquidação do Banco Master

* O principal alvo dos ataques foi Renato Dias Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, responsável por vetar a compra do Master pelo BRB

* Influenciadores como o vereador Rony Gabriel (PL) e Juliana Moreira Leite relataram ter recebido propostas para compartilhar conteúdo crítico ao BC e favorável ao Banco Master

Tentativa de Recrutamento

* O vereador Rony Gabriel revelou ter sido contatado em 20 de dezembro por André Salvador, da empresa Unltd Network Brazil, que ofereceu um projeto denominado “DV” (iniciais de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master)

* A proposta incluía um contrato de confidencialidade com multa de R$ 800 mil em caso de vazamento de informações

* As orientações incluíam a produção de vídeos questionando a rapidez da liquidação do banco e defendendo a abertura de um inquérito no TCU

Alguns criadores de conteúdo, como Firmino Cortada, que possui mais de 500 mil seguidores no TikTok, e Paulo Cardoso, que se apresenta como hipnoterapeuta, publicaram vídeos questionando as decisões do BC, embora normalmente não abordem temas financeiros em seus canais.

De acordo com levantamento da Febraban, os ataques atingiram seu ápice em 27 de dezembro, com 4.560 publicações. Firmino Cortada declarou em nota que suas manifestações foram resultado de “posicionamento pessoal e independente”, negando qualquer vínculo comercial com o Banco Master ou terceiros interessados.

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