O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se energicamente contra as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas. Em manifestação nas redes sociais, Petro declarou estar disposto a defender seu país, inclusive pegando em armas se necessário.
A tensão escalou depois que Trump, a bordo do Air Force One, sugeriu que uma operação militar semelhante à realizada na Venezuela poderia acontecer na Colômbia. O presidente americano também estendeu suas ameaças a outros países da América Latina, como México e Cuba.
* Petro, que tem sido acusado sem evidências pela Casa Branca de tráfico de drogas, respondeu especificamente à sugestão de Trump sobre uma possível operação militar na Colômbia, proposta que o presidente americano disse “soar bem”.
* O presidente colombiano, ex-guerrilheiro nos anos 1980, declarou que quebraria seu juramento de não mais pegar em armas, feito após o acordo de paz na Colômbia, caso seja necessário defender o país.
* Em sua manifestação no X, Petro convocou o povo colombiano a tomar as ruas e assumir o poder “em cada município” em caso de invasão estrangeira, orientando as forças de segurança a não atirarem contra o povo, mas sim contra invasores.
O líder colombiano também se dirigiu ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que tem feito acusações sobre tráfico de drogas. Petro denunciou tentativas de Rubio de estabelecer contato direto com oficiais colombianos sem passar pela Presidência, e anunciou demissões de membros das forças policiais que estariam disseminando informações falsas sobre o governo.
Em sua defesa contra as acusações de Trump, que o descreveu como “um homem doente, que governa um país doente”, Petro destacou suas ações no combate ao narcotráfico e afirmou que seu único bem é sua casa familiar, ainda em pagamento com seu salário.
Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, tem enfrentado sanções da Casa Branca desde outubro de 2025. As tensões se intensificaram após a captura de Maduro, com Trump advertindo que Petro “deveria ficar esperto” e “de olho no próprio traseiro”.
A situação reflete um momento de crescente tensão nas relações entre Estados Unidos e América Latina, especialmente após a operação militar que resultou na captura de Maduro em território venezuelano.