A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou forte preocupação com a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando a ação como uma violação dos princípios fundamentais do direito internacional. A declaração foi feita após a captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores, por forças especiais americanas em Caracas.
Durante coletiva de imprensa em Genebra, Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, enfatizou que “Nenhum Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado”.
A ONU rejeitou categoricamente a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a intervenção militar. Segundo Shamdasani, embora Washington tenha citado o histórico de violações de direitos humanos do governo venezuelano, “a responsabilização por violações de direitos humanos não deve ser alcançada por meio de uma intervenção militar unilateral que viola o direito internacional”.
A porta-voz também destacou que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos tem denunciado consistentemente a deterioração da situação na Venezuela ao longo da última década. Agora, existe o temor de que “a atual instabilidade e a crescente militarização do país, como consequência da intervenção dos Estados Unidos, agravem a situação”.