Oito acusados por chacina em festa infantil em Ribeirão das Neves vão a júri popular

Oito acusados por chacina em festa infantil em Ribeirão das Neves vão a júri popular

Julgamento está marcado para 13 de abril; ataque deixou duas crianças e um adulto mortos e outras três pessoas feridas na Região Metropolitana de Belo Horizonte

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) definiu a data do julgamento dos oito acusados pelo triplo homicídio ocorrido durante uma festa de aniversário infantil em Ribeirão das Neves. O crime, que vitimou Heitor Felipe de 9 anos, sua prima Laysa Emanuele Pereira de Oliveira, de 11 anos, e Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, pai de Heitor, aconteceu em maio de 2024.

A decisão foi assinada pelo juiz Cleiton Luis Chiodi, que manteve a prisão preventiva de sete dos envolvidos. O julgamento está marcado para 13 de abril, às 9h, com sorteio dos jurados programado para 2 de março.

Detalhes do Crime

* O ataque aconteceu durante a festa de aniversário de 9 anos de Heitor Felipe, por volta das 19h, em um sítio no bairro Areias. O menino, que sonhava em ser jogador de futebol, era torcedor do Cruzeiro e treinava em uma escolinha conveniada ao América, após ter se destacado como atacante em uma escolinha do Atlético.

* Além das três vítimas fatais, outras três pessoas, incluindo uma criança de 13 anos, foram atingidas mas sobreviveram após atendimento médico.

* Segundo as investigações, os acusados eram ligados ao tráfico de drogas no Morro Alto, em Vespasiano. O pai de Heitor, principal alvo dos criminosos, era um ex-parceiro dos mandantes e tinha um histórico de desentendimentos relacionados ao controle de pontos de venda de drogas.

* O grupo utilizou um veículo Onix branco para executar o crime, demonstrando total indiferença à presença de crianças no local. Entre os acusados está Ivone Silva de Almeida, apontada como cúmplice por informar a localização exata da vítima no dia do crime.

Os réus Flávio Celso da Silva, Fabiano Alves Campos, Leandro Roberto da Silva, Marcelo Alves Rodrigues e Agnes Darnlei Santos Nascimento, entre outros, aguardam o julgamento. A justiça negou pedidos de absolvição sumária e perícias consideradas desnecessárias. Apenas Fabiano Alves Campos conseguiu o benefício da prisão domiciliar, enquanto os demais permanecem detidos até a data do julgamento popular.

O caso, que chocou a região metropolitana de Belo Horizonte, terá seu desfecho judicial com o julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá sobre o destino dos oito acusados pelo crime que vitimou uma família durante o que deveria ser um momento de celebração.

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