O ex-presidente Jair Bolsonaro teve negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, um pedido de remoção imediata para hospital após sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal. O incidente ocorreu durante a madrugada desta terça-feira (6/1), quando Bolsonaro teria batido a cabeça em um móvel enquanto dormia.
Segundo avaliação do médico da Polícia Federal, o ex-presidente apresentou apenas ferimentos leves, não sendo identificada necessidade de encaminhamento hospitalar. A decisão de Moraes baseou-se nesta avaliação médica, determinando apenas observação do paciente.
* A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou em postagem que seu marido “não está bem” e que o atendimento só foi realizado quando foram chamá-lo para sua visita, já que o quarto permanece fechado.
* A defesa de Bolsonaro argumentou nos autos que o ex-presidente sofreu “impacto craniano e suspeita de traumatismo”, alegando risco concreto e imediato à sua saúde, considerando seu histórico clínico recente.
* Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou a juntada do laudo médico da PF e solicitou que a defesa indique quais exames considera necessários para verificar a possibilidade de realização no próprio sistema penitenciário.
Vale ressaltar que Bolsonaro havia retornado à Superintendência da PF em 1º de janeiro, após oito dias de internação hospitalar para tratamento de hérnia na virilha e crises de soluço, condições relacionadas à facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Na mesma ocasião, Moraes já havia negado um pedido de prisão domiciliar após a alta médica.
O ministro destacou em sua decisão que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, acrescentando que a defesa tem direito à realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade.
Moraes também ressaltou que, contrário ao alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Bolsonaro, mas sim uma melhora dos desconfortos após a realização das cirurgias eletivas, conforme apontado no laudo de seus próprios médicos.