Márcio Borges, renomado poeta, compositor e escritor mineiro, foi eleito nesta quinta-feira (22) como novo membro imortal da Academia Mineira de Letras. O artista, um dos fundadores do Clube da Esquina, conquistou a cadeira nº 29 com expressiva votação de 32 votos entre 34 votantes, superando outros 11 candidatos.
A cadeira 29, fundada por Lindolpho Gomes e que tem como patrono Aureliano Pimentel, já foi ocupada por importantes personalidades como Milton Campos, Pedro Aleixo e Gustavo Capanema. O último ocupante foi José Fernandes, falecido em outubro de 2025.
O presidente da Academia, Jacyntho Lins Brandão, celebrou a chegada do novo acadêmico: “A eleição de Márcio Borges para a AML implica o reconhecimento desta casa a tudo que ele tem feito pela cultura brasileira, como poeta e músico. Ao mesmo tempo, sua chegada honra a AML, ao aliar a nossa história a do Clube da Esquina e, por consequência, a toda rica produção musical mineira”.
* Natural de Belo Horizonte, Márcio Borges, aos 75 anos, iniciou sua carreira artística em 1968, construindo uma sólida trajetória nacional e internacional ao lado do parceiro musical Milton Nascimento.
* Como compositor, acumula mais de duzentas composições gravadas por grandes nomes da música, incluindo Elis Regina, Nana Caymmi, Wayne Shorter e Sérgio Mendes.
* O Clube da Esquina, movimento que criou junto com Milton Nascimento e seu irmão Lô Borges, reuniu diversos artistas como Fernando Brant, Beto Guedes e Toninho Horta, gerando centenas de álbuns em meio século de atividade.
* Publicou obras importantes como “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina” (1996), atualmente em sua décima terceira edição.
* Em 2022, lançou em co-autoria com Cris Fuscaldo o livro “De Tudo Se Faz Canção”, celebrando os 50 anos do disco Clube da Esquina.
* Realiza o seminário “As Palavras Cantadas” em diversas cidades brasileiras, incentivando a composição de letras musicais.
O Clube da Esquina, movimento musical brasileiro fundado por Márcio Borges, Milton Nascimento e Lô Borges no final da década de 1960 em Belo Horizonte, é considerado um dos mais importantes da MPB. O nome originou-se do encontro das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro Santa Teresa, ponto de encontro dos músicos.
A contribuição de Márcio Borges para a cultura brasileira se estende além da música, incluindo sua atuação como cinéfilo e diretor de espetáculos musicais. Em 2011, apresentou-se no auditório da ONU em Nova Iorque, em uma palestra-show com Milton Nascimento e Lô Borges, demonstrando a amplitude de seu reconhecimento internacional.