O presidente Lula (PT) planeja uma reunião ainda este mês com o senador Rodrigo Pacheco (PSD) para discutir estratégias relacionadas à eleição ao governo de Minas Gerais. O encontro visa não apenas avaliar pré-candidaturas existentes, mas principalmente explorar possíveis legendas para a filiação do senador mineiro.
A movimentação política recente demonstra que Pacheco precisará deixar o PSD, especialmente após a filiação do vice-governador Mateus Simões à legenda em outubro de 2025. Esta mudança foi articulada pelo presidente do PSD em Minas, deputado estadual Cássio Soares, em conjunto com o governador Romeu Zema (Novo) e Gilberto Kassab, presidente nacional do partido.
A filiação de Mateus Simões ao PSD teve três objetivos principais:
* Realizar um ataque político direto a Rodrigo Pacheco, nome apoiado por Lula para a disputa ao governo de Minas
* Vincular o vice-governador a uma legenda de expressão política nacional, reduzindo o isolamento político do governo Zema
* Garantir acesso aos recursos do fundo eleitoral para a campanha
O União Brasil surge como provável destino político para Rodrigo Pacheco, partido do atual prefeito Álvaro Damião, seu aliado político. As articulações em curso incluem uma possível mudança no comando do partido em Minas, com o deputado federal Rodrigo de Castro sendo cotado para assumir a presidência estadual, atualmente ocupada por Marcelo de Freitas.
Considerando a provável federação entre União Brasil e PP, as negociações envolvem também o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e Antonio de Rueda, presidente nacional do União. O grupo político de Pacheco articula para que Álvaro Damião presida esta federação em Minas Gerais.