O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, formalizou nesta quinta-feira (8/1) seu pedido de demissão durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída do comando da pasta deve ser efetivada entre hoje e amanhã (9).
O encontro entre Lewandowski e Lula aconteceu antes da cerimônia que marcou os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro, realizada no Palácio do Planalto. Durante o evento, ambos discursaram e desceram a rampa lado a lado, demonstrando a manutenção da relação harmoniosa entre eles.
Segundo informações, Lewandowski já havia expressado seu desejo de deixar o cargo em 23 de dezembro, durante uma conversa com o presidente no salão de autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O ministro justificou sua decisão citando razões particulares e o desejo de dedicar mais tempo à família e aos netos, afirmando que considera sua missão à frente da pasta cumprida.
A sucessão no Ministério da Justiça ainda não está definida. Fontes do governo indicam que o presidente Lula pode optar por uma transição, nomeando inicialmente um secretário para assumir interinamente o comando da pasta. Entre os possíveis sucessores, destaca-se o nome do advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, considerado por auxiliares do governo como pessoa de “estrita confiança” do presidente.
Durante o encontro em dezembro, Lula teria assegurado a Lewandowski que a decisão não afetaria a relação de amizade entre ambos, demonstrando compreensão com os motivos apresentados pelo ministro para sua saída.