O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do passaporte de Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010 em um caso que chocou o Brasil. O documento foi encontrado na última sexta-feira (2) em Portugal, gerando especulações sobre sua presença no país europeu.
Arlie Moura, irmão de Eliza Samudio, em entrevista à rádio Itatiaia, sugeriu que o documento pode estar relacionado a um suposto encontro entre sua irmã e o jogador Cristiano Ronaldo em 2010. “Em 2010, por causa dessa questão do passaporte, que ficou retido lá, acredito muito que isso possa ter relação com o boato que surgiu na época de que a Eliza teria ido para Portugal e tido um caso com o Cristiano Ronaldo”, declarou Arlie, embora ressaltando não haver confirmação dessa hipótese.
O Itamaraty informou que o passaporte será enviado para Brasília e ficará à disposição da família. Arlie, que soube da localização do documento através das redes sociais, expressou seu abalo emocional: “Foi algo que mexeu bastante comigo. Ainda mais que ontem, dia 5, seria o aniversário do meu pai, então foi em uma data em que eu já estava com as emoções afloradas”.
* Em julho de 2010, Eliza Samudio foi levada para um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a pedido do então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. Ela desapareceu durante esta viagem.
* As investigações revelaram que o desaparecimento estava relacionado à gravidez de Eliza, que poderia prejudicar a carreira de Bruno, que na época negociava sua transferência para o Milan.
* Um primo de Bruno, então com 17 anos, confessou ter agredido Eliza com uma coronhada. Segundo seu depoimento, após ficar desacordada, ela foi esquartejada e seus restos mortais foram dados a cães da raça rottweiler.
* A Justiça expediu mandados de prisão contra Bruno e mais sete pessoas. O julgamento iniciou-se em novembro de 2012, resultando na condenação de Bruno por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.
O caso Eliza Samudio permanece como um dos crimes mais impactantes da história criminal brasileira. Seu corpo nunca foi encontrado, mas a certidão de óbito foi emitida pela Justiça em 2013. Bruno Fernandes chegou a receber habeas corpus em 2017, mas retornou à prisão dois meses depois por decisão do Supremo Tribunal Federal.