O Irã realizou nesta quarta-feira (7) a execução de um homem condenado por espionagem em favor de Israel, conforme anunciado pela imprensa estatal. A execução ocorre em um momento de crescentes tensões entre Teerã e as autoridades israelenses, além de protestos contínuos no país.
A agência de notícias Mizan, porta-voz do Judiciário iraniano, confirmou: “A pena de morte contra Ali Ardestani por espionagem para o Mossad, o serviço de inteligência e segurança israelense, foi executada esta manhã (quarta-feira)”. A agência não forneceu detalhes sobre a data de prisão ou julgamento do condenado.
O cenário atual no Irã é marcado por manifestações que tiveram início em 28 de dezembro, inicialmente motivadas pela hiperinflação e crise econômica em Teerã. Os protestos evoluíram para um movimento político de amplitude nacional, sendo considerados os mais expressivos desde as manifestações de 2022-2023, que foram desencadeadas após a morte de uma mulher detida por violar o código de vestimenta feminina.
A imprensa iraniana tem reportado nos últimos dias a prisão de diversos indivíduos supostamente ligados ao Mossad, embora o Judiciário não tenha estabelecido conexão entre a execução de Ardestani e as manifestações em curso. O Irã, que não reconhece Israel, frequentemente acusa o país de conduzir operações de sabotagem contra suas instalações nucleares e assassinar cientistas iranianos.
Em um desenvolvimento recente, o Mossad fez um apelo público aos manifestantes iranianos para intensificarem sua mobilização, declarando sua presença “no terreno”, o que aumenta ainda mais as tensões entre os dois países.