O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Belo Horizonte, medido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), encerrou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,56%. Em dezembro, o índice apresentou aceleração de 0,42%, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (7).
A gasolina comum foi o principal fator para a alta do IPCA em dezembro, com aumento de 3,05% em Belo Horizonte, contribuindo com 0,11 ponto percentual na variação do indicador. As refeições fora de casa também pressionaram o índice, com elevação de 2,04%, impactando igualmente em 0,11 ponto percentual.
Como fatores de contenção da inflação, destacaram-se a redução na tarifa de energia elétrica, que recuou 3,22% devido à diminuição da bandeira tarifária, impactando negativamente em 0,11 ponto percentual. A tarifa de ônibus também apresentou queda de 2,33%, com impacto de -0,06 ponto percentual, beneficiada pela implementação da tarifa zero aos domingos e feriados.
No acumulado do ano, os produtos não alimentares lideraram a alta inflacionária com 4,92%. O setor de habitação registrou aumento de 6,05%, com destaque para encargos e manutenção (6,82%). Os itens pessoais também apresentaram elevação significativa de 5,06%, especialmente no segmento de vestuário, que subiu 10,18%.
O setor de alimentação mostrou um comportamento mais moderado em 2025, com alta de 2,87%. A alimentação consumida em domicílio registrou deflação de 1,05%, influenciada principalmente pela queda nos preços dos alimentos de elaboração primária (-5,47%) e in natura (-4,29%). Em contrapartida, os alimentos industrializados apresentaram elevação de 2,44%.