O governo da Groenlândia emitiu um comunicado orientando seus habitantes a manterem um estoque de suprimentos suficiente para cinco dias em caso de crise. Embora as autoridades afirmem que a medida está relacionada a possíveis cortes de energia, alguns moradores interpretam a orientação como uma preparação para cenários geopolíticos mais complexos.
Em meio às tensões com os Estados Unidos, o território autônomo da Dinamarca busca “reforçar a segurança da população e garantir que a preparação geral da sociedade seja ainda maior”, conforme declaração oficial do governo.
* Os supermercados em Nuuk, capital da Groenlândia, que antes mantinham níveis normais de abastecimento, agora observam um aumento na procura por:
– Alimentos para congelamento
– Água potável
– Combustível
– Geradores de energia
* Moradores já desenvolvem estratégias de contingência, como é o caso da operadora de turismo Ulrikke Andersen, que estabeleceu dois planos de fuga:
– Primeira opção: Viagem aérea para a Dinamarca em caso de uma ocupação gradual
– Segunda opção: Fuga marítima em caso de anexação rápida
“Nós vamos fugir para a Dinamarca. Nosso plano é ir de barco até a cabana que temos e vamos ficar lá por um tempo, e depois seguir para o sul da Groenlândia para as instalações navais, e voltar a conviver com outras pessoas”, relatou Andersen. “Nós podemos caçar, podemos pescar, podemos viver da natureza. Estamos acostumados a viver em condições extremas”, acrescentou.
O ministro da Autossuficiência da Groenlândia, Peter Borg, tentou acalmar a população afirmando que “a publicação do folheto com recomendações práticas e simples para as famílias não significam que esperamos uma crise”. No entanto, o ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro, Mute B. Egede, admitiu que o governo está revisando seus planos de preparação para crises, não descartando completamente a possibilidade de um ataque estadunidense.
O comunicado, segundo as autoridades, estava sendo preparado desde o final do ano anterior e foca principalmente em possíveis interrupções no fornecimento de energia, embora a população demonstre preocupação com questões geopolíticas mais amplas.