A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte informou que apenas 30% do volume habitual de lixo foi recolhido na capital mineira durante a terça-feira (20), em consequência da greve dos garis. A paralisação, que durou três dias, afetou significativamente o serviço de coleta na cidade.
Durante o período de greve, a SLU implementou um plano de contingência para minimizar os impactos da paralisação. A coleta foi priorizada em áreas com risco de alagamentos e nas principais vias das regionais mais afetadas, considerando que segundas e terças-feiras são tradicionalmente os dias com maior volume de resíduos.
O plano de contingência mobilizou recursos alternativos para manter o serviço essencial:
* A operação contou com 350 garis e 50 caminhões, sendo 41 basculantes e nove compactadores, para atender as regionais Leste, Nordeste e Noroeste
* Foram utilizados garis e veículos de outros contratos de prestação de serviços de limpeza urbana
* A SLU também empregou recursos próprios para complementar o atendimento
Os trabalhadores da empresa Sistemma, prestadora de serviços de coleta domiciliar para a Prefeitura de BH, apresentaram diversas reivindicações, incluindo:
* Melhoria nas condições de trabalho
* Manutenção adequada dos caminhões
* Complementação das equipes nas rotas de coleta
* Maior segurança durante o trabalho
* Implementação de plano de saúde
* Regularização de direitos trabalhistas
* Redução da sobrecarga de serviço
Moradores relataram preocupação com o acúmulo de lixo nas calçadas, temendo a proliferação de insetos e o risco de doenças. A situação foi normalizada após um acordo entre as partes envolvidas, que resultou no encerramento da greve na tarde desta quarta-feira (21).
A SLU continuará monitorando a situação para garantir a regularização completa dos serviços de coleta em todas as regiões afetadas da capital mineira.