Daiane Alves Sousa, corretora de imóveis de 43 anos, está desaparecida desde 17 de dezembro em Caldas Novas, região sul de Goiás. O último registro da corretora foi um vídeo enviado a uma amiga, onde relatava problemas com a energia elétrica em seu apartamento.
Segundo Nilse Alves Pontes, mãe de Daiane, as câmeras de segurança registraram os últimos momentos da corretora no prédio onde administrava seis apartamentos da família. O desaparecimento ocorreu após ela descer ao subsolo para verificar o quadro de energia. As informações são do G1.
Cronologia do desaparecimento:
* Às 18h57, Daiane é vista entrando no elevador, onde encontra um homem. Durante o trajeto, ela explica que está descendo ao subsolo para tentar resolver o problema de energia do apartamento.
* No vídeo enviado à amiga, ela afirma: “Todas as minhas contas estão pagas, então não tem motivo da minha energia ter sido rompida”, sugerindo que alguém poderia estar “brincando de desligar” o disjuntor.
* Às 18h58, ambos descem na recepção, onde Daiane pretendia verificar se a concessionária de energia havia estado no local.
* Às 19h, as câmeras registram Daiane entrando sozinha no elevador novamente e descendo até o subsolo, sendo esta a última vez que foi vista.
A família relata que Daiane tinha um compromisso marcado para o dia seguinte com sua mãe para discutir as locações dos imóveis durante as festas de fim de ano. Quando mãe e filha da corretora chegaram ao apartamento no dia 18, não a encontraram, embora houvesse indícios de que ela planejava retornar em breve.
“Era normal aqui a gente passar por esse tipo de problema [falta de energia] então, a gente já se prevenia gravando o que estivesse acontecendo”, explicou Nilse sobre o hábito da filha de registrar os problemas em vídeo.
A Polícia Civil de Caldas Novas segue investigando o caso. Já foram realizadas quebras de sigilo bancário, que não revelaram movimentações na conta da corretora desde seu desaparecimento, e o sinal do celular não foi mais detectado. Buscas no entorno do prédio também não trouxeram resultados.
Nilse, desesperada com a situação, contratou um carro de som para divulgar o desaparecimento e desabafou: “Uma cidade 100% turística, como Caldas Novas, como uma pessoa pode desaparecer sem deixar nenhum sinal? Eu não tenho mais para onde procurar, a não ser buscar a mídia e as autoridades”.
Vale ressaltar que, segundo a mãe, Daiane enfrentava desavenças com pessoas do prédio, tendo inclusive processos judiciais em andamento contra o condomínio desde 2023.