Galípolo apoia Powell em manifesto contra pressão exercida por Trump nos EUA

Galípolo apoia Powell em manifesto contra pressão exercida por Trump nos EUA

Presidente do Banco Central brasileiro assina documento em defesa do chefe do Federal Reserve dos EUA, que enfrenta pressões do presidente Donald Trump

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, juntou-se a outros líderes monetários globais ao assinar um manifesto em defesa de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED), que enfrenta pressões políticas do presidente americano Donald Trump.

O documento, divulgado nesta terça-feira (13), destaca a importância da independência institucional dos bancos centrais para garantir a estabilidade econômica e o bem-estar da população, enfatizando a necessidade de transparência democrática e respeito ao Estado de Direito.

“O presidente Powell tem atuado com integridade, focado em seu mandato e com um compromisso inabalável com o interesse público. Para nós, ele é um colega respeitado, tido na mais alta estima por todos que com ele trabalharam”, afirma o texto do manifesto.

Pressões e Investigações

* Jerome Powell revelou no domingo (11) estar sob investigação criminal por procuradores federais em um caso relacionado à reforma do prédio central do Fed em Washington
* O presidente do Fed declarou que a investigação é parte de uma “pressão contínua do governo” e defendeu que as informações sobre o projeto foram devidamente compartilhadas com o Congresso
* Trump, ao ser questionado, ironizou Powell afirmando: “Não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é bom no Fed, e nem em construir prédios”

Entre os signatários do manifesto estão nomes importantes como Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, e Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra. A manifestação ocorre em um momento delicado para Galípolo, que também enfrenta desafios internos com a recente liquidação do Banco Master.

O mercado financeiro demonstra preocupação com possíveis ameaças à independência do Fed na definição das taxas de juros americanas. Mesmo após três cortes de 0,25 ponto percentual no último ano, reduzindo a taxa para o intervalo de 3,5%, Trump continua pressionando por reduções mais agressivas, tendo inclusive manifestado anteriormente o desejo de demitir Powell.

O Fed mantém sua posição de cautela, considerando a desaceleração do mercado de trabalho e a inflação americana em 2,8%, buscando equilibrar as decisões monetárias com as necessidades econômicas do país.

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