Força-tarefa busca criança arrastada por enxurrada em Pouso Alegre
Menino de 7 anos está desaparecido

Foto: Reprodução
Força-tarefa realiza buscas intensivas por menino de 7 anos que desapareceu após ser levado pela correnteza durante temporal em Pouso Alegre, MG
Uma intensa operação de busca está em andamento em Pouso Alegre, no Sul de Minas, após um menino de 7 anos ser arrastado pela enxurrada durante fortes chuvas na quinta-feira (15). O incidente ocorreu quando três crianças brincavam em um córrego e foram surpreendidas pelo aumento repentino do volume de água.
Uma força-tarefa composta por Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e equipes da Prefeitura de Pouso Alegre atua em diferentes frentes de busca. Duas crianças conseguiram escapar, sendo uma delas resgatada por um vizinho, conforme registrado por câmeras de segurança. A terceira criança foi arrastada pela correnteza e sugada por uma tubulação de drenagem pluvial. As informações são do G1.
Estratégias de Busca
* As equipes iniciaram as buscas pelo “último ponto visto”, seguindo protocolos específicos para ocorrências em cursos d”água. O major Acácio Tristão Gouveia explicou: “A gente começa a montante, desde o ponto onde tudo iniciou, e segue fazendo o percurso nos locais onde é possível a progressão de um militar”.
* As varreduras são realizadas no interior das galerias de águas pluviais, com acesso por bocas de lobo, poços de visita e grades. Os militares priorizam “pontos de interesse” onde há maior probabilidade de retenção, como curvas, estreitamentos e acúmulos de materiais.
* Paralelamente, as buscas ocorrem nas margens e no leito do Rio Mandu, próximo à saída da manilha onde a galeria deságua. As equipes trabalham a pé e com embarcações quando as condições permitem.
As operações são temporariamente interrompidas quando as condições climáticas apresentam riscos, como durante a noite de quinta-feira, devido ao alto volume de água e baixa visibilidade. Uma guarnição retomou os trabalhos por volta da meia-noite de sexta-feira (16), conseguindo avançar cerca de 900 metros dentro das galerias pluviais.
A Prefeitura de Pouso Alegre trata o caso como prioridade máxima, oferecendo apoio psicológico e social à família através das Secretarias de Políticas Sociais e de Saúde. Apesar do tempo decorrido, os bombeiros mantêm todas as possibilidades em consideração, conforme afirmou o major: “As chances vão diminuindo com o tempo, mas a gente sempre trabalha considerando todas as possibilidades”.
Três equipes da Companhia Independente de Pouso Alegre permanecem empenhadas na operação, que continua em três frentes estratégicas: no Rio Mandu, na região das ruas Comendador José Garcia e João Basílio, e a partir do vertedouro em direção à Avenida Vicente Simões.