Hospital Municipal de João Pinheiro é acusado pela família de Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, de ter realizado uma cirurgia sem autorização prévia para retirar uma pinça cirúrgica esquecida em seu corpo. O paciente faleceu na véspera do Natal, e a família alega que o erro médico foi omitido pela instituição.
O caso teve início quando Manoel foi internado com úlcera gástrica em 5 de dezembro, necessitando de uma cirurgia de urgência. Após o procedimento inicial, o paciente apresentou complicações durante sua recuperação.
* Durante a internação, o paciente demonstrou sinais preocupantes, incluindo dores intensas e sonolência excessiva, alertando a cuidadora contratada pela família.
* Em 11 de dezembro, após suspeita de AVC, uma tomografia foi realizada, revelando a presença do instrumento cirúrgico no corpo do paciente.
* Sem explicação prévia ou autorização formal da família, a equipe médica realizou uma segunda cirurgia para retirada do objeto, informando apenas posteriormente que haviam removido um dreno e pus da cavidade.
* Manoel Cardoso não resistiu às complicações e faleceu em 24 de dezembro, um dia antes de completar 69 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a retirada do corpo estranho e alegou que o paciente apresentava estado grave, com múltiplas comorbidades, incluindo cardiopatia, diabetes e sequelas de AVC. A instituição informou que reforçou protocolos de segurança e abriu sindicância para investigação.
O advogado da família, Iuri Evangelista Furtado, declarou: “A família não busca vingança, mas sim verdade, justiça e respeito à memória do senhor Manoel, bem como a proteção de outras vidas para que fatos semelhantes jamais se repitam”.
A investigação segue em andamento, com a família aguardando acesso a prontuários, laudos e registros clínicos do hospital para tomar as medidas legais cabíveis.