O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará ausências significativas no ato que marca os três anos dos ataques às sedes dos Poderes, ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, confirmou através de sua assessoria que não participará da cerimônia programada para esta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto.
A solenidade, organizada pelo governo Lula, não contará também com a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), evidenciando um distanciamento crescente entre os Poderes em relação ao tema.
O evento demonstra uma perda significativa de capacidade de mobilização política para além da esquerda. A pauta do 8 de Janeiro tem gerado tensões com forças políticas aliadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado e preso como um dos líderes da trama golpista que resultou nos ataques.
Os ataques às sedes dos Poderes em 2023 foram realizados por grupos insatisfeitos com a vitória de Lula sobre Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. Na época, a reação às depredações conseguiu unir a cúpula da República em torno do presidente, mas esse poder de união tem diminuído com o passar do tempo.
Em um desenvolvimento recente, o Congresso Nacional aprovou, no final de 2025, um projeto que visa reduzir as penas de Bolsonaro e aliados condenados pela trama golpista. Lula já manifestou sua intenção de vetar o texto, com a expectativa de que o veto seja oficializado durante a cerimônia desta quinta-feira.