A empresária Pollyana Pilar Morais Moreira, de 25 anos, conquistou uma medida protetiva contra o economista João Bráulio Faria de Vilhena Filho, após ter sido vítima de violência física e sexual na madrugada do ano novo. O incidente ocorreu no apartamento do agressor, localizado no condomínio Village Terrasse, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a decisão judicial, o economista está proibido de se aproximar de Pollyana Pilar em um raio menor que 200 metros, além de estar impedido de fazer qualquer tipo de contato, seja por mensagens, e-mail ou redes sociais. O único meio de comunicação permitido é através de advogados ou defensores.
João Bráulio é advogado e sócio da Astra Capital, empresa de assessoria de investimentos vinculada ao BTG Pactual, de acordo com informações da revista Marie Claire.

O caso teve início após uma festa de réveillon, quando:
* Durante o retorno para casa, o casal iniciou uma discussão no carro devido ao estado de embriaguez do agressor
* Já no apartamento dele, após Pollyana Pilar recusar ter relações sexuais, a situação se agravou quando uma peça do armário se soltou
* O agressor iniciou uma série de violências físicas, incluindo socos, chutes e puxões de cabelo, além de rasgar as roupas da vítima
* Sob ameaças, inclusive contra sua avó, Pollyana Pilar tentou fugir vestindo apenas roupas íntimas, que também foram rasgadas pelo agressor
A empresária conseguiu retornar ao seu apartamento, mas foi perseguida pelo agressor, momento registrado pelas câmeras de segurança do prédio. As imagens mostram Pollyana Pilar empurrando o agressor e gritando por socorro, conseguindo escapar até a portaria, onde recebeu auxílio de um funcionário.
O laudo médico confirmou as agressões, documentando puxões de cabelo, arranhões e lesões nos braços e costas da vítima. Após o incidente, o agressor enviou mensagens alegando amor e negando as agressões, além de fazer ameaças relacionadas a seu poder econômico.
Pollyana Pilar revelou que já havia sinais anteriores de comportamento abusivo, incluindo controle de redes sociais, ciúmes excessivos e violência verbal. A vítima também descobriu que uma ex-namorada do agressor já possuía medida protetiva contra ele.
Em caso de descumprimento da medida protetiva atual, o agressor poderá enfrentar processo criminal conforme o Artigo 24-A da Lei Maria da Penha, podendo resultar em medidas mais severas como o uso de tornozeleira eletrônica ou até mesmo prisão preventiva.