O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha divulgou suas razões para escolher Minas Gerais como base eleitoral em sua próxima candidatura a deputado federal. Em vídeo, Cunha destacou que o estado “é a síntese do Brasil” devido à sua diversidade e posição estratégica, fazendo fronteira com seis estados.
Para fortalecer sua presença no território mineiro, Eduardo Cunha tem desenvolvido uma estratégia multifacetada de aproximação com o eleitorado local:
* Expandiu sua influência midiática ao adquirir cinco emissoras de rádio desde 2024, distribuídas estrategicamente pelo estado. Entre elas, destaca-se a Rádio Maravilha em Uberaba, antiga Agora FM, seguindo o mesmo modelo de sua estação no Rio de Janeiro
* Investiu no esporte local tornando-se patrocinador do Uberaba Sport Club, time da segunda divisão do Campeonato Mineiro, demonstrando comprometimento com o desenvolvimento esportivo regional
* Ampliou sua presença em eventos importantes do agronegócio, participando da Expozebu e de leilões de gado, além de marcar presença em cultos evangélicos, especialmente na região de Uberaba
Em sua argumentação, Eduardo Cunha ressaltou a importância política de Minas Gerais: “Você está perto de Goiás, Bahia, Mato Grosso (do Sul), São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A gente tem as características do Nordeste na região Norte, as características de São Paulo na região Sul. A gente tem tantas diferenças, que o que acontece em Minas, acontece no Brasil”.
O ex-deputado destacou ainda o papel decisivo do estado nas eleições presidenciais de 2022, onde o resultado local espelhou o nacional, com vitória apertada de Lula sobre Bolsonaro. Cunha afirmou que “Minas tem um papel muito maior do que exerce hoje” e criticou gestões anteriores: “O que aconteceu com o governo do (Fernando) Pimentel (PT, 2015 a 2018) foi um desastre”.
A decisão de concorrer por Minas Gerais vem após uma tentativa mal-sucedida em São Paulo em 2022, onde obteve apenas 5 mil votos. Anteriormente, Eduardo Cunha construiu sua carreira política no Rio de Janeiro, onde foi deputado federal por quatro mandatos consecutivos (2003-2018), até ter seu mandato cassado devido a desdobramentos da Operação Lava-Jato.