O proprietário do bar Constellation, estabelecimento destruído por um incêndio durante as celebrações de Ano-Novo na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, declarou que todas as normas de segurança foram respeitadas. O incidente resultou em 40 mortos e 119 feridos, majoritariamente jovens.
Jacques Moretti, que administra o Constellation em sociedade com sua esposa Jessica, afirmou ao jornal “Tribune de Genève” que o estabelecimento passou por “três inspeções em dez anos” e que “tudo foi feito dentro das normas”. “Faremos todo o possível para ajudar a esclarecer as causas [da tragédia]. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Não conseguimos dormir nem comer, estamos todos muito mal”, declarou.
* A tragédia ocorreu por volta da 1h30 da madrugada de 1º de janeiro no bar Constellation, que tem capacidade para 300 pessoas, além de 40 na varanda
* O fogo começou no espaço de eventos no subsolo, conectado ao térreo por uma escada descrita por testemunhas como “estreita”
* Segundo a promotora Béatrice Pilloud, as evidências indicam que “o fogo teve origem em sinalizadores ou velas tipo sinalizadores colocadas sobre garrafas de champagne”
* Os proprietários foram interrogados como testemunhas, sem atribuição de responsabilidade penal até o momento
* Jacques Moretti não estava presente no momento do incêndio, enquanto Jessica Moretti estava no local e sofreu ferimentos leves
* O respeito às normas de segurança é um dos principais focos da investigação
A identificação das vítimas progride, com 113 dos 119 feridos já identificados formalmente. Entre as nacionalidades confirmadas estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, e outras nacionalidades europeias. Das 40 vítimas fatais, apenas o italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos, teve sua identidade divulgada publicamente.
O Itamaraty informou que não há registro de vítimas brasileiras no incidente. A investigação continua em andamento para determinar as circunstâncias exatas que levaram à tragédia no Constellation.