Diretor do Banco Central abre sigilos e nega ter recomendado compra de créditos do Master

Diretor do Banco Central abre sigilos e nega ter recomendado compra de créditos do Master

BC afirma que área chefiada por Ailton de Aquino identificou inconsistências, comunicou fraude ao MPF e nega interferência na operação entre Master e BRB

O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, anunciou que abrirá seus sigilos bancários e fiscais para comprovar que não intermediou a compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão vem após acusações sobre seu suposto envolvimento no caso.

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (23), o Banco Central defendeu Aquino e negou categoricamente sua participação no esquema. O diretor disponibilizará ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) suas informações bancárias, fiscais e conversas com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que foi demitido em novembro após a operação Compliance Zero.

O caso ganhou destaque após o blog da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, publicar que Aquino teria enviado mensagens a Paulo Henrique Costa solicitando a aquisição de créditos para auxiliar o conglomerado do empresário Daniel Vorcaro, que enfrentava problemas de liquidez.

O Banco Central emitiu um comunicado afirmando: “A propósito de notícias relacionadas a cessões de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB, o Banco Central informa que, sob o comando do Diretor Ailton de Aquino Santos, a área de Supervisão da Autarquia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras”.

As investigações revelaram que o BRB teria injetado R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, através da aquisição de carteiras de crédito falsas e ativos irregulares. O banco informou que já liquidou ou substituiu mais de R$ 10 bilhões dos ativos do Master e mencionou a possibilidade de receber um aporte do governo do Distrito Federal caso o prejuízo seja confirmado.

Em desenvolvimento recente, a Mastercard tornou-se acionista do BRB ao executar dívidas do Will Bank, financeira digital do conglomerado do Master, confirmando que Vorcaro mantinha participação no banco estatal, fato que anteriormente negava.

O Banco Central reforçou seu compromisso com a supervisão do sistema financeiro, destacando sua obrigação legal de monitorar condições de liquidez e aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

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