DF: técnicos são presos por matarem pacientes de UTI injetando remédios indevidos e desinfetantes

DF: técnicos são presos por matarem pacientes de UTI injetando remédios indevidos e desinfetantes

Três técnicos de enfermagem são presos por suspeita de assassinar pacientes com medicamentos indevidos e desinfetante em UTI de hospital em Taguatinga

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de assassinar pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. As mortes ocorreram nos dias 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025, mas o caso só veio a público nesta segunda-feira (19).

Os suspeitos foram detidos durante a Operação Anúbis, sendo dois deles presos no dia 11 e uma terceira suspeita detida na última quinta-feira (15). As investigações apontam que os profissionais teriam injetado medicamentos indevidos e até mesmo desinfetante em pacientes internados.

Detalhes das Vítimas e Investigação

* As vítimas identificadas são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos
* O principal suspeito, um técnico de enfermagem de 24 anos e estudante de fisioterapia, teria aplicado um medicamento comum em UTIs diretamente na veia dos pacientes, causando parada cardíaca
* Em um dos casos, após acabar o medicamento, o suspeito teria injetado desinfetante mais de dez vezes em uma das pacientes
* As outras duas técnicas de enfermagem, de 28 e 22 anos, teriam sido coniventes com as ações, auxiliando na busca dos medicamentos na farmácia

O delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, informou que as provas foram obtidas através de imagens do sistema de câmeras da UTI, análise de prontuários e depoimentos de funcionários do hospital.

O Hospital Anchieta informou em nota que demitiu os três profissionais após um comitê interno identificar “circunstâncias atípicas” nas mortes. A instituição afirmou estar colaborando com as investigações e que entrou em contato com os familiares das vítimas para prestar esclarecimentos.

Preocupantemente, após sua demissão do Hospital Anchieta, o principal suspeito continuou trabalhando em uma UTI infantil. A Polícia Civil mantém os suspeitos presos temporariamente por 30 dias e segue investigando possível participação de outras pessoas e a ocorrência de casos similares em outros hospitais onde os suspeitos trabalharam.

O caso tramita em segredo de Justiça e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios informou que avaliará as medidas cabíveis assim que receber o procedimento apuratório.

Mais notícias no N3 News

Imagem N3 News
N3 News
O N3 News oferece notícias recentes e relevantes, mantendo os leitores atualizados em um mundo que está sempre em constante mudança. Mais do que um portal de notícias, temos como meta ser um parceiro confiável na busca pela informação precisa e imparcial.

RELACIONADAS