Jardel Neto, também conhecido pelos apelidos “Dedel” e “Vrau Nelas”, foi identificado pelas investigações como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima. Ele ganhou destaque após a prisão de sua namorada, a delegada Layla Lima Ayub, em São Paulo, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa.
De acordo com a Polícia Federal, Jardel Neto mantinha uma presença ostensiva nas redes sociais, onde:
* Publicava fotos exibindo armas e grandes quantias em dinheiro, além de fazer apologia ao PCC
* Aparecia em imagens sem camisa, fazendo o sinal de três dedos, uma referência ao lema “Tudo 3” da facção
* Possuía tatuagens características do grupo criminoso, como o símbolo do yin-yang
* Escrevia legendas com conteúdo violento, exaltando práticas criminosas
Jardel Neto, que já foi preso em 2021 e atualmente responde em liberdade, é apontado como coordenador do PCC na região Norte. Sua atuação inclui o recrutamento de adolescentes e o ensino de técnicas de tortura, segundo as investigações.
O Ministério Público investiga Jardel Neto e a delegada Layla Lima Ayub por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou mandados de busca e apreensão em São Paulo e Pará.
Jardel Neto esteve presente na cerimônia de posse de Layla como delegada, realizada em 19 de dezembro do ano passado, no Palácio dos Bandeirantes. Após assumir o cargo, Layla teria continuado atuando irregularmente como advogada, participando de uma audiência de custódia em defesa de membros do PCC em Rondon do Pará.
As investigações também apontam que o casal teria adquirido uma padaria no bairro de Itaquera, em São Paulo, utilizando recursos de origem ilícita. O estabelecimento estaria registrado em nome de um “laranja” para ocultar os verdadeiros proprietários.