Um grave acidente ferroviário na cidade de Adamuz, no sul da Espanha, resultou em 45 mortes após a descoberta de dois novos corpos entre os destroços nesta quinta-feira (22). A tragédia, ocorrida no último domingo, envolveu a colisão entre trens das empresas Iryo e Renfe, tornando-se o pior acidente ferroviário do país desde 2013.
O incidente ocorreu quando os últimos vagões de um trem da empresa italiana Iryo, que fazia a rota Málaga-Madri, descarrilaram próximo a Adamuz. Os vagões descarrilados invadiram o trilho adjacente no momento em que um trem da Renfe, empresa pública espanhola que seguia de Madri para Huelva, passava pelo local, resultando em uma colisão fatal.
* As autoridades descartaram inicialmente o excesso de velocidade dos trens, que circulavam em um trecho reto da ferrovia, assim como erro humano.
* Os investigadores concentram agora suas análises nos trilhos e nas condições dos trens envolvidos no acidente.
* O ministro do Transporte, Óscar Puente, destacou que o processo de investigação será “complexo” e longo, afirmando que “Que seja a infraestrutura, que seja a via, é possível, sem dúvida, mas estamos diante de um acontecimento muito estranho”.
* Uma “cerimônia de Estado” está programada para 31 de janeiro em Huelva, cidade de origem de muitas das vítimas.
* Os familiares das 45 vítimas já começaram a realizar os enterros em meio ao luto nacional.
A semana tem sido particularmente difícil para o sistema ferroviário espanhol, com outros incidentes registrados na Catalunha e em Murcia. Em resposta, maquinistas catalães convocaram uma greve de três dias em fevereiro, reivindicando maior segurança nas operações.
O ministro Óscar Puente defendeu a confiabilidade do sistema ferroviário espanhol, que possui a segunda maior rede de trens de alta velocidade do mundo, afirmando que “Não podemos, nem devemos pôr em questão a nossa rede, nem o transporte público de nosso país. Não é perfeito, não é infalível, mas é um grande sistema de transporte”.