O governo da China estabeleceu uma nova medida que impacta diretamente as exportações brasileiras de carne bovina. A decisão implementa uma tarifa adicional de 55% sobre o volume que exceder a cota anual de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para importação do produto brasileiro.
De acordo com Pedro Braga, presidente do Sinduscarne-MG, o impacto desta nova regulamentação para os produtores brasileiros não será imediato. A expectativa é que os efeitos comecem a ser sentidos apenas no segundo semestre de 2026, período em que se projeta que a cota brasileira será ultrapassada.
Os dados de exportação demonstram a relevância do mercado chinês para o setor. Minas Gerais, por exemplo, que ocupa a posição de quarto principal exportador do país, registrou um volume expressivo de negócios com o mercado chinês. Entre janeiro e novembro de 2025, o estado exportou o equivalente a US$ 736 milhões em carne bovina para a China.
A medida surge em um momento em que Minas Gerais registra números positivos em sua economia. O estado encerrou 2025 com uma arrecadação recorde de R$ 294,5 bilhões em impostos, taxas e contribuições, representando um crescimento de 9,7% em comparação com os R$ 268,4 bilhões arrecadados em 2024. Somente a capital, Belo Horizonte, contribuiu com R$ 6,4 bilhões em impostos municipais no ano anterior.