O acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia ganhou novo impulso após sua formalização em Assunção, Paraguai. O governo federal brasileiro e congressistas iniciaram articulações para acelerar o processo de ratificação, mesmo diante de entraves no bloco europeu.
O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o Brasil manterá o processo interno de internalização do tratado, apesar da judicialização aprovada no Parlamento Europeu. A decisão demonstra o compromisso brasileiro com o avanço do acordo, que pode trazer significativos benefícios econômicos para ambos os blocos.
* O Parlamento Europeu aprovou, com 334 votos favoráveis, 324 contrários e 11 abstenções, o pedido de análise do acordo pelo Tribunal de Justiça da União Europeia
* A implementação do acordo requer aprovação dos parlamentos de 32 países: 27 europeus e cinco sul-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai)
* Existe a possibilidade de aplicação provisória do acordo enquanto o tribunal europeu analisa o caso, que pode levar cerca de dois anos
* O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, garantiu empenho para acelerar a tramitação
* O presidente da Câmara e o presidente do Senado indicaram que tratarão o tema como prioridade
* A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, destacou que o acordo está no estágio mais avançado desde o início das negociações
A ApexBrasil estima que o acordo pode incrementar as exportações brasileiras em aproximadamente US$ 7 bilhões. Os principais setores beneficiados incluem máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças e aeronaves, que terão redução imediata de tarifas.
Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, reconheceu que existe resistência na Europa, principalmente devido ao lobby contra produtos brasileiros. A agência planeja uma ação para promover a imagem do Brasil na UE e demonstrar os benefícios mútuos do acordo.