A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira (19) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para receber visitas na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, onde está atualmente detido.
O pedido, direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, inclui três nomes para autorização de visitas:
* O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
* Diego Torres Dourado, cunhado do ex-presidente
* Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia e pecuarista
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, foi recentemente transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. A transferência ocorreu na quinta-feira (15), após período de detenção na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde estava desde 22 de novembro.
A mudança de local foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes visando proporcionar melhores condições de custódia ao ex-presidente. Entre os benefícios da nova unidade prisional estão a ampliação do tempo para visitas familiares, possibilidade de banho de sol e realização de exercícios físicos em horários flexíveis ao longo do dia.
Além disso, a decisão do ministro contemplou a autorização para instalação de equipamentos de fisioterapia, incluindo esteira e bicicleta, conforme recomendação médica apresentada pela defesa. A transferência foi motivada também por reclamações dos familiares sobre as condições da unidade da Polícia Federal, que mencionavam, entre outros aspectos, o incômodo causado pelo ruído constante do sistema de ar-condicionado central.
A decisão sobre a autorização das visitas solicitadas caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que continuará responsável pela análise dos pedidos relacionados à situação prisional do ex-presidente.