Segundo a agência, não houve ruptura de barragens ou pilhas de mineração; equipes seguem no local para fiscalização e apuração de responsabilidades A Va...

ANM descarta falhas estruturais após extravasamentos em estruturas da Vale em Congonhas
A Vale enfrenta novas complicações operacionais após dois eventos de extravasamento de água em suas unidades mineradoras em Minas Gerais. A Agência Nacional de Mineração (ANM) realizou vistorias e confirmou que não houve ruptura ou comprometimento de barragens, porém a empresa enfrenta consequências devido ao atraso na comunicação dos incidentes.
Os extravasamentos ocorreram em duas localidades distintas no domingo:
* No Complexo Mina da Fábrica, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas, houve extravasamento de água em uma estrutura operacional, sem indicação de falhas estruturais em barragens ou pilhas de mineração
* Na mina Viga, em Congonhas, o transbordamento aconteceu em uma estrutura de drenagem, levando a prefeitura local a tomar medidas drásticas após a Vale demorar sete horas para comunicar o incidente
A Prefeitura de Congonhas, sob comando do prefeito Anderson Cabido (PSB), determinou a suspensão dos alvarás de funcionamento da Vale na cidade. A decisão foi motivada não apenas pelo atraso na comunicação, mas também pelos prejuízos estruturais, materiais e ambientais causados.
A Defesa Civil de Minas Gerais identificou danos ambientais significativos, incluindo carreamento de sedimentos e assoreamento de cursos d”água afluentes do Rio Maranhão. Em resposta, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estabeleceu medidas emergenciais que a Vale deve cumprir.
A mineradora será autuada com base no Decreto nº 47.383/2018, especialmente pelos artigos 112 e 116, que tratam de intervenções resultantes em danos ambientais e falha na comunicação tempestiva de acidentes, respectivamente.
Em nota, a Vale reforçou seu compromisso com a segurança e afirmou que suas barragens na região mantêm “condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”. A empresa deverá apresentar um plano de recuperação ambiental que inclui limpeza das margens e desassoreamento dos cursos d”água afetados.