IBGE registra recorde em casamentos homoafetivos

IBGE registra recorde em casamentos homoafetivos

Instituto revela crescimento de 8,8% nas uniões entre pessoas do mesmo sexo em 2024, com destaque para casamentos entre mulheres que aumentaram 12,1%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (10) dados que revelam um crescimento significativo nos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. O aumento de 8,8% em 2024 representa um marco histórico, sendo 11 vezes maior que o crescimento observado nas uniões entre pessoas de sexos diferentes, que registrou apenas 0,8% de aumento.

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil, realizada pelo IBGE em mais de 8 mil cartórios do país, apresenta dados expressivos sobre as uniões matrimoniais, excluindo casos de união estável. O ano de 2024 marcou o quarto ano consecutivo de expansão nos casamentos homoafetivos.

Principais Dados do Levantamento:

* As uniões entre mulheres lideraram o crescimento, com aproximadamente 7,9 mil casamentos realizados em 2024, representando um aumento de 12,1% em comparação com 2023

* Os casamentos entre homens somaram mais de 4,3 mil registros, com crescimento de 3,3%, revertendo a queda de 4,9% observada entre 2022 e 2023

* O total de casamentos heterossexuais atingiu 936,7 mil em 2024, mantendo-se ainda abaixo do patamar pré-pandemia, quando os registros superavam 1 milhão por ano

Perfil dos Casamentos:

* A idade média dos noivos solteiros em uniões heterossexuais aumentou: homens com 31,5 anos e mulheres com 29,3 anos

* Nos casamentos homoafetivos, a idade média é superior: homens com 34,7 anos e mulheres com 32,5 anos

* Dezembro permanece como o mês preferido para as celebrações, sendo o único a ultrapassar 100 mil registros

A taxa de nupcialidade em 2024 ficou em 5,6 casamentos para cada grupo de 100 mil pessoas com 15 anos ou mais, apresentando variações significativas entre as unidades federativas. Rondônia (8,9) e Distrito Federal (8,4) lideraram o ranking, enquanto Piauí (3,2) e Sergipe (3,7) registraram os menores índices.

Vale ressaltar que desde 2013, após a Resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios não podem se recusar a converter uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo em casamentos, decisão que veio na esteira do reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da igualdade entre uniões homoafetivas e heteroafetivas em 2011.

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