O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um alerta declarando o espaço aéreo “acima e ao redor” da Venezuela como “totalmente fechado”, provocando a suspensão imediata de voos por parte da Gol e TAP Air Portugal. Em resposta, o governo venezuelano revogou as licenças de pelo menos seis companhias aéreas estrangeiras.
O comunicado de Trump, divulgado em suas redes sociais, foi direcionado a “todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas”, solicitando que considerassem o espaço aéreo venezuelano como fechado. Esta declaração ocorre em um contexto de crescente tensão militar na região.
* A agência reguladora de aviação dos Estados Unidos já havia alertado as principais companhias aéreas sobre uma “situação potencialmente perigosa” ao sobrevoar a Venezuela, citando o “agravamento da situação de segurança e o aumento da atividade militar”.
* Trump anunciou que os EUA adotariam “muito em breve” novas ações terrestres para conter cartéis de drogas que atuam na Venezuela.
* Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar próxima ao território venezuelano, incluindo o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, além de navios de guerra, caças F-35 e um submarino nuclear.
As operações militares americanas no Caribe e no Pacífico resultaram em mais de 20 ataques contra supostas “narcolanchas”, com um saldo de pelo menos 83 pessoas mortas. Washington afirma que estas ações visam combater o tráfico de drogas, embora não tenha apresentado evidências de que as embarcações atingidas transportavam substâncias ilícitas.
O regime de Nicolás Maduro acusa os Estados Unidos de buscar uma mudança de governo no país. Apesar do aumento das tensões militares, tanto Trump quanto Maduro sinalizaram recentemente estar abertos a possíveis negociações.