Operação resultou na prisão do presidente do Banco, Daniel Vorcaro, e diretores da instituição

Fraude no Banco Master chega a R$ 12 bilhões, diz PF
O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso nesta terça-feira (18) durante operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraudes financeiras que pode alcançar R$ 12 bilhões. A prisão aconteceu no aeroporto de Guarulhos (SP), quando Vorcaro tentava deixar o país em um jatinho com destino a Malta.
A Operação Compliance Zero, realizada em conjunto com o Banco Central e o Coaf, visa desarticular crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Durante depoimento na CPI do Senado que investiga organizações criminosas, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, revelou a dimensão do esquema.
Principais desdobramentos da operação:
* A PF cumpriu seis dos sete mandados de prisão expedidos, sendo quatro preventivas e duas temporárias, além de 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
* Na residência de um dos investigados, foram apreendidos R$ 1,6 milhão em espécie, além de carros de luxo, obras de arte e relógios.
* As investigações apontam que o Banco Master estaria envolvido na venda de títulos de crédito falsos, como CDBs, que prometiam retornos irreais de até 40% acima da taxa básica do mercado.
Impactos no setor financeiro:
* O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, interrompendo automaticamente qualquer processo de compra da instituição.
* A decisão foi tomada horas após um consórcio liderado pelo grupo Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Master.
* Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília (BRB), foi afastado judicialmente por 60 dias, assim como o diretor-executivo de finanças, Dario Oswaldo Garcia Junior, no âmbito da mesma operação.
“Estamos fazendo uma operação importante, com o Banco Central e Coaf atuando em conjunto, em um crime contra o sistema financeiro. Fala-se em R$ 12 bilhões envolvendo esse crime em investigação, com várias prisões”, afirmou Andrei Rodrigues durante seu depoimento na CPI.
O BRB informou, em nota, que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência”. Até o momento, a defesa de Daniel Vorcaro e a assessoria do Banco Master não se manifestaram sobre as prisões.