Ele foi preso na 2ª feira ao tentar deixar o país

Festa de 15 anos da filha de Daniel Vorcaro em Nova Lima teve atrações internacionais e hotel de luxo para vizinhos
O banqueiro Daniel Vorcaro, de 42 anos e controlador do Banco Master, foi preso nesta segunda-feira (17) pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar deixar o país. A prisão ocorreu em meio a investigações sobre fraudes em vendas de títulos de crédito falsos, antecipando uma operação que estava prevista para o dia seguinte.
Vorcaro ganhou notoriedade recentemente ao realizar uma festa de 15 anos milionária para sua filha em agosto de 2023, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. O evento, que aconteceu em um condomínio de alto padrão, contou com apresentações de artistas internacionais e medidas excepcionais para os vizinhos.
* O evento contou com shows de Alok, Dennis DJ e The Chainsmokers, sendo que a dupla americana já figurou entre os três DJs mais bem pagos do mundo, com faturamento de US$ 38 milhões em 2017
* Para evitar incômodos com o barulho, Vorcaro ofereceu aos vizinhos do condomínio hospedagem em um hotel de luxo em Belo Horizonte, com diárias que variam de R$ 2.986 a R$ 9.221
* A Polícia Federal afirma que o Banco Master, sob comando de Vorcaro, emitia CDBs com promessa de rendimentos até 40% acima da taxa básica do mercado, que não eram cumpridos
* O banqueiro foi detido ao tentar embarcar em um avião particular, após ter utilizado um helicóptero para chegar ao aeroporto
* Segundo a defesa, o destino final seria Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde supostamente encontraria compradores do Banco Master
Natural de Belo Horizonte, Daniel Vorcaro nasceu em 6 de outubro de 1983 e faz parte de uma geração de empreendedores que expandiu sua atuação para setores financeiros e tecnológicos. Com formação em Economia e MBA pelo Ibmec, ele também é acionista da SAF do Atlético-MG, controlando 20,2% através do Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.
A prisão de Vorcaro ocorreu um dia após a Fictor Holding apresentar proposta de compra da instituição, e pouco mais de um mês depois que o Banco Central rejeitou a aquisição pelo BRB (Banco de Brasília). As investigações também apontam possível conexão com negócios realizados junto ao governo do Distrito Federal, através do BRB, que comprou títulos de crédito emitidos pelo Banco Master.