Evandro esfaqueou Marcelo no coração

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato do advogado Marcelo Andrade Mendonça, ocorrido em seu escritório em Viçosa, na Zona da Mata mineira. O cliente Evandro Orécio da Cunha foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, caracterizado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Moisés Albuquerque, o crime aconteceu após uma discussão relacionada a um documento não encontrado. “Ele sacou um punhal que já estava em sua cintura, golpeando a vítima na altura do coração”, relatou a autoridade policial.
O crime ocorreu em 14 de novembro, e desde então o suspeito permanece detido no presídio de Viçosa. Ana Paula Santos Gonçalves, esposa de Evandro, testemunhou a discussão e deixou a cidade, mas não é considerada foragida. Segundo o delegado, “A esposa do autor ainda não foi ouvida, uma vez que não se encontra em Viçosa. Todavia, ela fez contato com a unidade policial e será ouvida nos próximos dias”.
O escritório José Carlos Marques Sociedade de Advogados, onde Marcelo era sócio, esclareceu que Evandro buscava orientação sobre um processo relacionado à autorização para construção próxima a um curso d”água. O advogado havia orientado que o pedido fosse encaminhado diretamente à Prefeitura, seguindo os procedimentos legais.
Uma consulta ao Processo Judicial Eletrônico (PJE) revelou a existência de uma execução fiscal movida pela Prefeitura de Viçosa contra Evandro, que foi extinta por se tratar de valor inferior a R$ 10 mil e ausência de bens penhoráveis.
Marcelo Andrade Mendonça tinha uma carreira consolidada no direito. Era formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), possuía pós-graduação em Direito Público pela Universidade Gama Filho e mestrado em Administração Pública pela UFV. Sua atuação profissional incluía:
* Procurador municipal especializado em Direito Urbanístico, Obras e Meio Ambiente
* Assessor jurídico em órgãos de saneamento
* Professor de Direito na Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga (FADIP) entre 2012 e 2023
* Além da advocacia, dedicava-se à música, realizando apresentações em bares da região
A Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB/MG) estabeleceu uma comissão especial para acompanhar as investigações do caso, que ganhou ampla repercussão na região.