Ele recebeu liberdade provisória

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Um homem de 24 anos, preso por se passar por major do Exército Brasileiro e ameaçar sua companheira, recebeu liberdade provisória da Justiça de Minas Gerais nesta sexta-feira (21). O suspeito, detido na quarta-feira (19) em Belo Horizonte, estava envolvido em casos de violência psicológica e falsidade ideológica.
A decisão judicial, determinada durante audiência de custódia, estabeleceu diversas medidas cautelares:
* O suspeito deverá usar tornozeleira eletrônica por 120 dias
* Foi estabelecido pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil
* Ficou proibido de se aproximar da vítima em distância inferior a 200 metros
* Está impedido de manter qualquer tipo de contato com a vítima
O magistrado considerou que, embora existam indícios dos crimes, a prisão preventiva não seria necessária, uma vez que o acusado possui endereço fixo, é réu primário e foi devidamente identificado.
A prisão ocorreu no bairro Nova Suíça, região Oeste de Belo Horizonte, após denúncia de que o suspeito estaria armado no corredor de um prédio. No local, as autoridades encontraram um simulacro de arma de fogo e uniformes militares. O homem alegava trabalhar no Centro de Inteligência do Exército Brasileiro e chegou a forjar documentos do Diário Oficial da União com falsa promoção e currículo.
Investigações revelaram que o suspeito aplicou golpes financeiros na família da vítima, solicitando dinheiro para supostos cursos e deslocamentos relacionados a uma falsa aprovação na Interpol. Os depósitos realizados pelos familiares somam aproximadamente R$ 51,8 mil.
Durante as investigações, foram encontrados documentos falsos, incluindo uma certidão de casamento e um documento assinado por um suposto “juiz de paz”, que posteriormente foi identificado como um dentista amigo do suspeito. A cerimônia de casamento fraudulenta havia ocorrido cerca de dois meses antes.
O Exército Brasileiro emitiu nota oficial ressaltando que o uso indevido de condecorações militares constitui crime previsto no Código Penal Militar e confirmou que o investigado não pertence às Forças Armadas. Vale mencionar que o suspeito já havia sido preso em 2022, em Varginha, Sul de Minas, por se passar por médico e apresentar documentação falsa.