Ele sacou montante de conta judicial

Sede do TJMG | Foto: TJMG/Reprodução
Um advogado de Belo Horizonte está no centro de uma grave acusação de apropriação indébita após sacar mais de R$ 1,4 milhão de uma conta judicial vinculada ao inventário de uma família. O caso, que teve início em 2023, está em tramitação na Justiça de Minas Gerais e se transformou em ação penal.
O profissional havia sido nomeado inventariante para administrar a partilha dos bens de uma mulher falecida, após solicitação do ex-marido dela, que residia no exterior. Com o posterior falecimento do ex-companheiro e a não manifestação imediata dos familiares, os valores permaneceram em conta judicial.
Em julho de 2025, a Justiça aceitou a denúncia, tornando o advogado réu no processo. Após não ser localizado para citação, teve sua prisão preventiva decretada em outubro. No início de novembro, apresentou-se por meio de representação legal, tendo sua prisão revogada.
O processo segue agora para fase de apresentação de defesa e posterior julgamento. Se condenado por apropriação indébita qualificada, o advogado pode enfrentar uma pena de até cinco anos e quatro meses de prisão, além de multa e obrigação de ressarcimento.
* Em dezembro de 2023, o advogado, exercendo sua função de inventariante, realizou a transferência do montante para sua conta pessoal e efetuou o saque total dos valores.
* No início de 2024, a ausência do profissional após o recesso judicial chamou a atenção dos sócios do escritório onde ele atuava, que administrava mais de 1,5 mil processos simultaneamente.
* Durante contato com os sócios, o advogado confessou ter transferido o dinheiro para sua conta pessoal e investido em operações de day trade, modalidade de investimento que envolve compra e venda de ativos no mesmo dia, resultando na perda total do valor.
* O escritório assumiu a responsabilidade pelo prejuízo, realizando novo depósito do valor integral para os herdeiros, e formalizou denúncias junto à Ordem dos Advogados e ao Ministério Público.