150 servidores apresentaram sintomas gastrointestinais

Bactéria é identificada em purê servido no Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte
A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte confirmou a presença da bactéria Clostridium perfringens no purê de batatas servido no Hospital Júlia Kubitschek (HJK). A contaminação foi identificada após análise laboratorial das amostras coletadas em outubro, quando mais de 150 servidores apresentaram sintomas gastrointestinais após consumirem a refeição na unidade.
O incidente ocorreu em 8 de outubro, gerando uma série de providências por parte das autoridades sanitárias e da administração hospitalar. Os funcionários afetados relataram sintomas como cólicas abdominais e diarreia horas após consumirem o alimento.
* A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte encaminhou os resultados das análises para o órgão de Contagem, município onde está localizada a empresa terceirizada responsável pela produção das refeições
* O caso continua sendo monitorado pela vigilância sanitária e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de Belo Horizonte
* As autoridades sanitárias de Contagem ficaram responsáveis por vistoriar o estabelecimento e verificar se as práticas de fabricação atendem às normas sanitárias vigentes
* A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo HJK, implementou todas as medidas previstas em protocolo
* Foram mobilizadas equipes de Medicina do Trabalho, Segurança do Paciente e representantes da empresa terceirizada
* Os servidores que apresentaram sintomas receberam acolhimento e acompanhamento médico
É importante ressaltar que não houve registros de pacientes ou acompanhantes com sintomas relacionados à contaminação. A comida servida no Hospital Júlia Kubitschek é produzida por uma empresa terceirizada localizada em Contagem e transportada diariamente para a unidade hospitalar.
A investigação do caso envolveu a coleta de diversas amostras, incluindo o purê de batata que posteriormente foi confirmado como fonte da contaminação. O processo de averiguação contou com a participação das vigilâncias sanitárias estadual e municipal desde o primeiro momento do incidente.